domingo, 31 de maio de 2015

Vitamina D. Cura ou incerteza na Esclerose múltipla?


     Muito se tem falado no meio acadêmico, nos conselhos de neurologia e na internet sobre o tratamento de escleroses múltiplas a base de altas doses de Vitamina D. 

      Existe SIM, uma relação entre a vitamina D e a esclerose múltipla. Já há centenas de trabalhos mostrando esta relação… A distribuição da incidência da doença nas regiões do mundo, com maior número de casos em países menos ensolarados, pesquisas epidemiológicas, séries retrospectivas de casos, dentre outros estudos. E este tipo de fator de risco (ambiental – exposição solar e relação da vitamina D) é um dos, senão o mais estudado atualmente pela comunidade científica que lida e pesquisa a Esclerose Múltipla (EM). Outros conhecidos em EM são o Epstein Baar vírus e o tabagismo, por exemplo. 


  Entretanto, apesar de evidências fortíssimas desta relação, o tratamento baseado exclusivamente em doses altas de vitamina D para esta doença é um tipo de tratamento experimental, alternativo, feito em pesquisas, cuja eficácia e segurança ainda não foram comprovadas em estudos clínicos, prospectivos (aqueles que são pré-planejados para avaliar qualquer tipo de tratamento) e controlados (que usam outras terapias ou placebo, para comparar o tratamento supostamente benéfico).

     Na comunidade científica foram publicados já estudos com doses de Vitamina D até 17 mil UI/dia, sendo esse máximo não ultrapassado ainda. Dessa forma, é impossível se prever se há inexistência de mal nesse tratamento e se ele é eficaz de alguma forma no tratamento da doença. 

      Como tudo na saúde humana, o excesso e a carência devem ser evitadas. O excesso de vitamina D, para além de 17 mil Ui diárias está relacionada com infartos e AVC. Entretanto esse valor poderá se modificar de acordo com o avançar das pesquisas. em 2013, o máximo de acordo com a literatura era de apenas 10.000.

       Muito ainda necessita ser avaliado no tratamento da esclerose com vitamina D. Na próxima postagem avaliaremos o mecanismo de ação no tratamento e como ele ocorre no Brasil.

Fonte:http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2014000200152&lang=pt

http://www.ineuro.com.br/para-os-pacientes/a-verdade-vitamina-d-na-esclerose-multipla/

     

6 comentários:

  1. Um estudo publicado na revista Brain, por Jorge Correale, em janeiro de 2009, indicou que os níveis deficientes da vitamina D podem influenciar positivamente a evolução da doença. Outro estudo, da Harvard School of Public Health, liderado por Alberto Ascherio, em 2006, sugeriu a diminuição de 41% do risco de esclerose múltipla para cada 50nmol/L aumentando os níveis de vitamina D. Isto é, o risco de esclerose múltipla foi mais baixo entre aqueles ministrados com doses mais altas de vitamina D, e os riscos mais altos desta doença ficaram com aqueles com níveis mais baixos desta vitamina.
    O neurologista do Einstein afirma: “Não se sabe ao certo como a reposição desta vitamina pode alterar o curso da doença. Outro problema inerente ao tratamento é a dose e o tempo ideal para repor os níveis deficientes, havendo o risco dos efeitos tóxicos incluindo a elevação dos níveis de cálcio no sangue (hipercalcemia), hipertensão arterial, náuseas, diminuição do apetite, fraqueza, constipação intestinal e insuficiência ou dano renal”.

    Fonte: http://www.einstein.br/einstein-saude/em-dia-com-a-saude/Paginas/vitamina-d-no-tratamento-de-esclerose-multipla.aspx

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  2. O prestigioso periódico The Lancet publicou a mais completa revisão de estudos sobre os efeitos da vitamina D no organismo. O objetivo era reunir evidências científicas de que o nutriente poderia prevenir doenças cardiovasculares, diabetes, câncer ou esclerose múltipla. Depois de analisar 462 artigos, os pesquisadores concluíram que a falta de vitamina D não é causa de um sistema imunológico fraco e, sim, sua consequência. Baixas doses do nutriente são resultado dos processos inflamatórios que acompanham muitas doenças, como a esclerose múltipla. Dessa forma, a vitamina D não interfere na prevenção ou tratamento de enfermidades crônicas. "Não há evidências de que altas doses de vitamina D melhoram os sintomas da esclerose múltipla", diz Philippe Autier, coordenador do estudo e professor do Instituto Internacional de Pesquisa em Prevenção de Lyon, na França. "Usar altas doses do nutriente para tratar uma doença como a esclerose múltipla é perda de dinheiro. Além do mais, prescrever um medicamento sem ter a eficiência comprovada por estudos randomizados é uma péssima prática médica."

    http://www.hospitaldaher.com.br/daher/vitamina-d-e-vital-para-prevenir-doencas

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  3. Interessante citar aqui o livro Vitamina D e Esclerose Múltipla – A chave brasileira das doenças autoimunes. Nas mais de 100 páginas do livro, Feldman traduz a dificuldade dos pacientes e relata as melhoras registradas a partir do tratamento. De maneira didática e leve, o autor indica os caminhos para portadores da doença e parentes enxergarem a vitamina D como uma opção economicamente viável e pouco invasiva para uma questão sensível enfrentada por mais de 30 mil brasileiros e por e cerca de 2,5 milhões de pessoas no mundo, de acordo com a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla – ABEM. Além disso, Um estudo clínico desenvolvido na Finlândia, em 66 pacientes com EM remitente recorrente (EMRR), comparou dois grupos: um com 34 pacientes que usaram 20.000 UI/semana de vitamina D e mais o imunomodulador betainterferona 1B (IFNβ-1b), e o outro com 32 pacientes que usaram exclusivamente IFNβ-1b25. Nesse estudo, os desfechos primários avaliados foram segurança, tolerância e o número de lesões captantes de gadolínio e de lesões novas em sequência ponderada T2 à ressonância magnética (RM). Desfechos secundários incluíram parâmetros clínicos - taxa anual de surtos e alterações no EDSS (Expanded Disability Scale Score), além de outros parâmetros de imagem. Ao final do estudo, não foram evidenciadas diferenças nos parâmetros clínicos entre os dois grupos após 12 meses. Houve, entretanto, redução significativa das lesões captantes de gadolínio no grupo de pacientes que usou betainterferona e vitamina D.


    http://www.revistahospitaisbrasil.com.br/livros/vitamina-d-e-esclerose-multipla-a-chave-brasileira-das-doencas-autoimunes/
    http://www.scielo.br/pdf/anp/v72n2/pt_1678-4227-anp-72-02-00152.pdf

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  4. Tanto os fatores genéticos e ambientais contribuem para a etiologia da esclerose múltipla. Mais de 50 regiões genômicas têm sido associadas com o estado de susceptibilidade para Esclerose Múltipla. Vitamina D também influencia o risco dessa doença complexa, como foi abordado na postagem. No entanto, como esses fatores interagem em causa da doença não é clara. Pesquisas científicas tem apontado uma íntima relação entre as linhagens linfocitárias de células B no desenvolvimento de Esclerose Múltipla, considerando o papel da vitamina D no sistema imune. Além disso, outros fatores ambientais devem ser levados em consideração, incluindo baixa adesão ao tratamento, tabagismo, obesidade, baixos níveis das vitaminas lipossolúveis (vitamina D, mas também a vitamina A), e um estilo de vida sedentário. O uso crônico de tabaco, obesidade, sedentarismo e níveis insuficientes destas vitaminas podem todos contribuir para a manutenção de um estado pró-inflamatório. É pouco provável que haja melhora notável na condição inflamatória da Esclerose Múltipla se a cessação do tabagismo, a redução de peso, exercícios e maiores níveis de vitaminas forem obtidos isoladamente e de maneira errática. A modificação de cada um destes fatores de risco ambientais poderá ser importante parte do manejo eficaz da Esclerose Múltipla.

    Fontes:
    “Vitamin D receptor binding, chromatin states and association with multiple sclerosis”
    http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3406756/?tool=pubmed

    “Modifiable environmental factors in multiple sclerosis”
    http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2014001100889

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  5. Algumas mudanças de hábitos dos últimos anos aumentaram o risco de hipovitaminose da vitamina D em grupos populacionais, principalmente urbanos. A maior utilização de luz artificial, com aumento do tempo de permanência em ambientes fechados de baixa incidência solar, utilização de meios de transporte fechados e o uso de protetor solar são alguns dos fatores de risco para essa hipovitaminose. Isso se deve ao fato de que a principal fonte de vitamina D para o ser humano são os raios ultravioletas do tipo B provenientes do Sol. Vale ressaltar que a exposição em acesso aos raios solares é um fator de risco para câncer de pele, e existe uma vasta gama de recomendações sobre como e quando deve-se tomar banhos de Sol.

    Fonte: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0004-282X2014000200152&lang=pt#B17

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  6. O status de vitamina D no organismo determina a susceptibilidade desse organiso a adquuirir encefalomielite autoimune (um modelo bem estudado de esclerose múltipla). A vitamina D pode estar relacionada com a esclerose múltipla o que é reforlado pela presença receptores das celulas do sistema imune a essa subtância, que podem fazer com que essa vitamina. Foi achado, inclusive, que a suplementação de vitamina D diminui os niveis de TGF

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